segunda-feira, 7 de setembro de 2009

P.O

E a cada dia, aumenta
um desejo aqui
dentro de mim
que fica corroendo,
é uma dor forte
um sentimento
uma ilusão dos pensamentos
mas você não entende
que é maior que eu
é puro
amor, meu grande amor
tenha comigo seus sonhos
viva
e sinta
esse amor
simples mas porém,
verdadeiro!

A vida é assim

A vida nunca girou e nunca vai girar em torno das pessoas.
Elas sabem o que faz, sabem das atitudes tomadas e sabem muito bem com quem andam!
O melhor da vida é não ter posse das pessoas, é isso que torna a vida alucinante, que faz dela uma enorme aventura.
Os amores acabam, vem e vão, é um processo natural, a vida é assim.
A grande verdade é que talvez amanhã você já não sinta mais nada por essa pessoa e olhe para trás e verá que foi tudo um grande engano ou mais uma brincadeira do destino.

sábado, 29 de agosto de 2009

música: Danni Carlos - Amo Você


Faça suas curvas
Dê as suas voltas
Mas não fuja de mim
Mande suas esmolas e letras
Mensagens que congelam meu jardim

Seu medo é a faca que me mata
E essa lua cheia judia de mim
E o vento que procura nossos beijos
No baixo enquanto as pessoas
Fazem contas que não batem

Essa sensação estúpida
Essa sensação estúpida
De sentir e não dizer...

Eu amo você !

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fascinio das palavras

As vezes a vida proporciona momentos e oportunidades tão curtas, e é nescessário um pouco de loucura, de sentimentalismo bobo em certas situações. A certos olhos talvez eu tenha sim feito a coisa errada, mais eu, pelo contrário, acho que fiz a coisa mais certa, ninguém suporta guardar um sentimento tão ' especial ' por uma pessoa taaaaaaaaaaaanto tempo, talvez não teria outra oportunidade, outro momento.
Talvez não seja da mesma forma, com a mesma intensidade, mas o carinho, essa verdade entre nós parece sim a mesma.
Esses ' impulsos ' são naturais de quem gosta, são eles que constroem grandes histórias, e destroe as mesmas, é natural!
O mesmo risco de ganhar é o mesmo de perder.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sentimento contraditorio

Uma angústia fica se remoendo aqui dentro,
um aperto no peito,
posso chamar também de receio,
um receio de acontecer tudo de novo.
Poderia ser egoísmo, mas é bom senso!
Você não merece mais chances,
a paciência acaba e o limite esgota,
não me resta piedade, apenas odio.
Morra e leve contigo todo esse mal que contigo carrega,
suma daqui vá para o quinto dos infernos,
vá para sargeta mendigar..
Odio ó odio sentimento pesado, amargurado, sem sentido.
Tudo vai, tudo volta..
mas tente ver, que isso não é um sonho

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

estrada da vida

caminho nessa estrada todos os dias
sem rota marcada
curvas apertadas e perigosas
sinalizações falhas
nunca acerto o caminho
sempre entrando em becos sem saída
caronas traiçoeiras
mas sempre seguindo
difícil é não ter o mapa desta estrada
que à tanto tempo já é percorrida

terça-feira, 11 de agosto de 2009

(Mario Quintana)
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão esta aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre restará essa coisa chamada ‘impulso vital’. Pois é esse impulso, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, que te empurrara quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer, de repente, no meio de uma frase ou movimento, te surprienderás pensando algo assim ‘estou contente outra vez’. Ou simplesmente ‘continuo, porque já não temos idade mais para palavras grandiloqüentes como ‘sempre’ ou ‘nunca’. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos suicídio nem cometemos gestos transloucos. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como ‘não resistirei’ por outras mais mansas como ‘sei que vai passar’. Esse é nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até se permita tomar alguns comprimidos para disfarçar a dor. Claro, no começo, pouco depois de acordar, olhando a tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabe se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa- essa coisa que chamarás com cuidado de ‘uma ausência’. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo as janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços. Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensará com alivio.
(...)
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar pra casa de teus avós ou de teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer ( e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada, mas tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com azeitonas e champagnes, ajeitando as cobertas a tua volta e limpando o suor frio da sua testa.
Já não é tempo de desespero. Refreias quase seguro às vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:

Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas